Hosted by OSOS , contributed by teresasousa on 8 February 2020
- Micrometeoritos em São Domingos de Rana – Na disciplina de Físico-Química, os alunos são motivados a desenvolver um projeto de investigação científica no âmbito da pesquisa de micrometeoritos na região onde se localiza a Escola e as suas casas.
- Este projeto requer a aplicação do método científico e a mobilização de saberes e conhecimentos científicos.
Agrupamento de Escolas Frei Gonçalo de Azevedo, Cascais, Portugal.
marte.aefga@gmail.com
Sentir

Desafio: Realizar um trabalho de pesquisa e investigação sobre a possibilidade de cairem do céu pequenos fragmentos de de asteróides chamados de micrometeoritos.
A organização deste projeto levou à necessidade de colocarmos muitas questões:
1) O que são estes micrometeoritos ?
2) Será que chegam mesmo até ao solo estas partículas ?
3) Quais os melhores locais para tentarmos encontrá-los ?
4) No meio de tantas partículas que todos os dias caiem se depositam, como saber quais podem ser partículas vindas do espaço ?
5) Como poderemos observá-los e registá-los se são tão pequenos e invisíveis à vista desarmada ?
6) Será que alguém já os "apanhou" ?
7) Será que estes micrometeoritos causam algum efeito na Terra ?
Imaginar

Depois de nos termos centrado nas questões que se levantaram, organizámos sessões de como poderemos planear a nossa investigação.
Surgiram muitas ideias de como "apanhar" micrometeoritos, como:
1 - usar tabuleiros metálicos com imanes e colocá-los em sítios altos;
2 - recolher em tábuas com os imanes colados;
3 - colocar os ímanes com plásticos para ser mais fácil a separação;
4 - montar dispositivos de recolha em diferentes varandas de casa e tentar ver se há diferença;
5 - limpar as varandas e zonas em redor da casa e investigar as poeiras (ideia muito apreciada pelos nossos familiares);
6 - lavar telhados de arrecadações ou de zonas de fácil acesso com a mangueira e fazer passar a água por uma zona com imanes de recolha;
7 - colocal diversos imanes em diferentes pontos do telhado e esperar alguns dias antes de observar as partículas que eventualmente ficam presas.
Assim, planearam-se 4 fases para a nossa investigação:
1 - Recolha das amostras
2 - Observação das amostras nos microscópios da sala de Biologia;
3 - Seleção de possíveis candidatos a micrometeoritos;
4 - Apresentação de resultados.
Criar

Foram realizadas várias tentativas para a recolha dos micrometeoritos, mas na grande maioria das pesquisas não se conseguiu chegar a qualquer resultado conclusivo. As partículas que apresentavam propriedades magnéticas e que ficavam aprisionadas nos imanes que usámos ou eram muito grandes ou apresentavam formatos muito irregulares e angulares, o que não se conciliava com os formatos arredondados que eram esperados.
Alteraram-se métodos de recolha, chegando-se mesmo a colocar os imánes diretamente nos telhados, expostos a todos os factores climáticos.
Não se registaram, durante o período que investigámos, chuvas que nos permitissem uma recolha possivelmente mais eficaz.
Apenas um dos grupos pareceu conseguir isolar alguns possíveis candidatos a micrometeoritos, o que nos fez pensar que não temos na nossa zona muitas poeiras cósmicas!
A região de São Domingos de Rana é uma região muito ventosa, o que poderá levar a uma distribuição mais complexa de poeiras, bem como este ano, não choveu de forma significativa para que se conseguisse a melhor deposição de poeiras nos nossos pontos de recolha.
Acreditamos que no Verão, quando ocorrem as designadas "chuvas de estrelas" se consiga obter melhores resultados, mas fica a hipótese levantada!
Já estávamos a preparar as apresentações das nossas investigações para mostrar no Prémio Jovem Cientista, na altura do Fórum da Ciência do Agrupamento.
Por razões relativas à ocorrência da pandemia com COVID19, a finalização e apresentação de todas as atividades, no âmbito do Projeto "Natal em Marte", em que este projeto estava integrado, tiveram de ser canceladas, tendo o mesmo terminado nesta fase de elaboração.
