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Itinerários Organísticos

Itinerários Organísticos

Hosted by OSOS , contributed by noeliajls@gmail.com on 7 March 2020

   O projeto que aqui se apresenta visa desenvolver não só a aquisição de competências na área da Música, mas acima de tudo promover a sensibilização para o conhecimento do instrumento musical especificamente conhecido como órgão de tubos.

    Para o efeito, foram aplicadas técinas do Design Thinking, Geografia Pessoal, Inquyring e também "A avaliação do aluno no século XXI".

    

Learning Objectives
Conhecer o património relacionado com o órgão de tubos. Conhecer alguns factos científicos relacionados com o órgão de tubos. Adquirir competências básicas ao nível da criação musical.

    No Arquipélago dos Açores foram restaurados cinquenta e dois órgãos de tubos históricos. A comunidade e mesmo os alunos que entram no conservatório para estudar órgão, desconhecem a existência desta riqueza patrimonial. Daí surgiu a necessidade de fomentar o interesse por este instrumento e a sensibilização para a sua conservação. 

       Visando cativar a atenção dos alunos, das suas famílias e da comunidade em geral, começámos por aplicar "A Colmeia da Inspiração", pedindo aos alunos para se situarem e, de certa forma, descreverem a sua relação com o órgão de tubos. Da aplicação desta técnica da Geografia Pessoal resultou um testemunho dos alunos, dos quais abaixo apresentamos alguns exemplos. Deste modo, conseguimos canalizar os pensamentos e também as emoções do público-alvo, fazendo com que eles sentissem a necessidade de saber mais acerca do órgão de tubos.   

       Se não deixa de ser verdade que esta estratégia resultou para muitos dos participantes, sobretudo porque conduziu e conduz a um momento de introspeção,  no qual o indivíduo tem a oportunidade de se expressar e de entrar em contacto consigo próprio, também não deixa de ser verdade que muitos dos participantes apenas sentiram a "necessidade" de viajar e de se divertir. Foi, sem dúvida, a promessa das visitas de estudo, especificamente a viagem a Itália, às cidades de Bergamo e Piacenza que serviu de catalizador para o interesse dos alunos pelo projeto. Aqui imperou, obviamente, o Design Thinking, pois se é certo que esta técnica e/ou estratégia se baseia nas quatro fases, que são o sentir, o imaginar, o criar e por último o partilhar, não deixa de ser inegável que é na fase do sentir que se manipulam as mentes, isto através da velha máxima do quid pro quo, ou seja, nós fazemos alguma coisa por eles, por mais não seja compreendê-los, e eles fazem alguma coisa por nós. Nesse caso, proporcionámos a viagem com o intuito de visitar os órgãos de tubos de Bergamo e Piacenza e eles corresponderam mostrando interesse e vontade de ajudar a resolver o problema, que consistia  em divulgar informação acerca deste instrumento musical.

 

GP

GP

GPGP

  Nesta fase do projeto, os alunos e os professores entraram em processo de brainstorming.

Igrejas com órgãos de tubos

       Obviamente que as visitas de estudo já estavam em cima da mesa, como ponto assente, e claro que faziam parte integrante do processo de projeção da intervenção [visitas de estudo às igrejas da Ilha de São Miguel, Piacenza e Bergamo (Norte de Itália)]. Aqui, os professores acrescentaram: tocar os diversos instrumentos; compreender o funcionamento dos tubos, compreender a produção do som do órgão; entender que para cada TUBO corresponde uma nota musical.

       Para que todos estes objetivos pudessem ser alcançados, imaginaram-se os meios para atingir estes fins, assim delinearam-se estratégias de intervenção, que poderiam possibilitar, promover e até mesmo potenciar os objetivos acima elencados.

Concluída a fase do IMAGINAR, passamos à fase do CRIAR, ou seja, inicia-se a execução das atividades pensadas/planeadas. Portanto, foi no âmbito desta fase do Design Thinking que se desenvolveram atividades criativas que envolveram alunos, encarregados de educação e a comunidade em geral.

       Foi, de igual modo, nesta fase que se deu a conhecer o funcionamento do órgão de tubos, tendo esta atividade sido implementada em função da interdisciplinaridade, articulando com noções básicas sobre a Física envolvida na produção do som emitido por este instrumento. Aqui cabem As Grandes ideias da Ciência, nomeadamente a n.º 2, ou seja, as Forças.

       Assim, a colaboração interdisciplinar consistiu e mencionar as ondas, a propagação, a transformação de energia, os materiais de fabricação, a força, as alavancas, o temperamento, i. e., tal como acima foi referido, a Física envolvida no processo de produção do som. Mas, também se falou de Matemática, nomeadamente dos números utilizados para evidenciar os registos. E, como não poderia deixar de ser, da História: eventos históricos relacionados com a construção dos órgãos e a própria história, a evolução deste instrumento.

       Para mais informação relacionada com esta, e também com as outras fases deste projeto, clicar no link que abaixo se indica, o qual também serve de mote para passarmos à próxima fase.

https://sites.google.com/d/1rs5FKsOtP4mR-AD2JtgTVVGQhcrR9BLI/p/1-ma8-TFEZVcYq1hJHL9LTeC5FvHKGmnW/edit

  Para finalizar, chegamos à última fase da implementação de um projeto norteado pelo Design Thinking. Nesta última fase, procedemos à partilha de informação, a qual foi feita com base em palestras, concertos e a criação de um blog.

 

ConcertosPalestras

https://sites.google.com/d/1rs5FKsOtP4mR-AD2JtgTVVGQhcrR9BLI/p/1-ma8-TFEZVcYq1hJHL9LTeC5FvHKGmnW/edit

Blog