Hosted by OSOS , contributed by nuclio on 29 February 2024
Este é um projeto de pontos e pontes que formaram uma teia tecnológica que envolveu 5 escolas, 4 do 1.º Ciclo e 1 dos 2.º e 3.º ciclos, num total de 250 alunos e 19 professores. Estes pontos tanto podem ser pontos fixos, em uma sala ou pessoas.
É um projeto sobre pessoas e conetividade.
Ao invés de uma sala do futuro, que só pode ser utilizada por um grupo de alunos de cada vez, criamos vários pontos, equipados com tecnologia, que funcionarão como “pequenas salas do futuro”.
Nesses pontos os professores podem encontrar um conjunto de dispositivos tecnológicos, ferramentas e conteúdos educacionais digitais que lhes permitem aplicar metodologias ativas com recursos a tecnologias.
Para estimular o incremento no uso das tecnologias, promovemos:
- Concurso de leitura online.
- Visitas de estudo virtuais.
- Criação de uma base de partilha de recursos educativos para metodologias de ensino híbrido. Foram criadas equipas no Teams e uma biblioteca partilhada na nuvem.
- Concurso de ciência, arte e literatura com apresentação online antes da mostra final. Este concurso será divulgado numa rede social e poderá contar com a votação da comunidade escolar (Ex.: School Talent, Escoliadas Junior, …).
- Gamificação: Quiz quinzenal para os alunos do primeiro ciclo, elaborado pelos alunos do 3º ciclo. As perguntas versam as matérias lecionadas na quinzena e será criado um “Mural dos Vencedores”.
- Peddy paper digital feito por alunos ao longo do ano e em várias disciplinas.
O objetivo final é a capacitação e apropriação das tecnologias de forma a tornar rotineiro o seu uso.
Objetivos/Competências
- Promover a qualidade de ensino e aprendizagem com recurso às TIC.
- Fomentar a colaboração entre escolas de diferentes níveis de ensino.
- Incrementar o ensino digital recorrendo a ambientes híbridos e fomentar a criação e/ou adaptação de materiais.
Αισθάνομαι
Guidelines
Nesta fase inicial do projeto, definimos como objetivo e reconhecemos a necessidade de promover a qualidade do processo de ensino e aprendizagem com recurso às TIC. Fomentar a colaboração entre escolas do Agrupamento de diferentes níveis de ensino. Promover a partilha e colaboração (ideias, recursos, entre outros) entre docentes, de vários níveis de ensino e de diferentes disciplinas, e entre alunos de vários níveis. O incremento do ensino digital recorrendo a ambientes híbridos e fomentar a criação e/ou adaptação de materiais.
Description
Aos pais e encarregados de educação cabe um importante papel no processo de ensino educação dos seus educandos. No entanto, muitos, não dominam as ferramentas informáticas que lhes permitam acompanhar os seus educandos. Outros têm mesmo problemas na comunicação com escola, na utilização das plataformas ou mesmo na escrita de um e-mail. Por exemplo, há pais que escrevem um e-mail para a escola em que o conteúdo da mensagem vem escrito no campo destinado ao assunto. Pretendemos oferecer aos pais uma pequena formação, de nível básico, para colmatar estas e outras lacunas.
Os assistentes operacionais mantêm, ainda, procedimentos, como por exemplo o assinar da presença, distribuição de serviço e outros de forma manual em suporte papel. A digitalização destes processos vai fazer, não só com que estes sejam otimizados, como vai criar nos assistentes operacionais um sentimento de integração numa escola que também ela se está a transformar e a digitalizar.
Também, pequenos problemas informáticos que surjam na escola poderão ser resolvidos por um ou dois assistentes operacionais que se especializem um pouco mais.
A existência de poucos recursos, o trabalho e tempo dedicado à planificação, construção de materiais e preparação das aulas inovadoras pode ser bem menor se os docentes partilharem, num banco, os recursos por eles criados/adaptados. Assim, cada docente poderá usar os recursos digitais disponibilizados por outros professores e partilhar com a comunidade as dúvidas e receios de forma a sentir-se confortável. As aulas passaram a ser mais apelativas e motivantes para a aprendizagem dos educandos e mais estimulantes para professor.
Φαντάζομαι
Guidelines
Nesta fase imaginamos um projeto de pontos e pontes que vão formar uma teia tecnológica.
Estes pontos tanto podem ser pontos fixos, em uma sala, por exemplo, ou pessoas.
É um projeto sobre pessoas e conetividade.
Ao invés de uma sala do futuro, que só pode ser utilizada por um grupo de alunos de cada vez, pretendemos criar vários pontos, equipados com tecnologia, que funcionarão como “pequenas salas do futuro”. Queremos criar várias “salas de aulas altamente equipadas e conectadas”.
Description
Nas escolas onde não existem, ou existam poucos recursos, serão criadas HECC no nível de entrada. Nas escolas que já estão no nível de entrada de HECC, far-se-á uma progressão para o nível avançado de sala de aula altamente equipada e conectada.
Haverá três pontos na escola Básica número 2 de Pampilhosa, que é uma escola de segundo e terceiro ciclo e um por cada escola de primeiro ciclo incluídas no projeto, todos ligados entre si. No total serão implementados seis pontos. Nesses pontos os professores poderão encontrar um conjunto de dispositivos tecnológicos, ferramentas e conteúdos educacionais digitais que lhes vão permitir aplicar metodologias de ensino híbrido e gamificação.
O número de alunos envolvidos será cerca de 100.
Para estimular o incremento no uso das tecnologias, vamos promover:
- Concurso de leitura online.
- Visitas de estudo virtuais.
- Criação de uma base de partilha de recursos educativos para metodologias de ensino híbrido. Serão criadas equipas no Teams e uma biblioteca partilhada na nuvem.
- Concurso de ciência, arte e literatura com apresentação online antes da mostra final. Este concurso será divulgado numa rede social e poderá contar com a votação da comunidade escolar (Ex.: School Talent, Escoliadas Junior, …)
- Gamificação: Quiz quinzenal para os alunos do primeiro ciclo, elaborado pelos alunos do 3º ciclo. As perguntas versam as matérias lecionadas na quinzena e será criado um “Mural dos Vencedores”.
- Peddy paper digital feito por alunos ao longo do ano e nas várias disciplinas.
O objetivo final é a capacitação e apropriação das tecnologias de forma a tornar rotineiro o seu uso.
Para conseguir a resolução de pequenos problemas informáticos vai-lhes ser possível, um ou dois assistentes operacionais que se especializem um pouco mais a frequentarem formação.
Apesar de muitos docentes terem já frequentado formação para a capacitação digital, alguns continuam a não implementar metodologias ativas e híbridas nas suas práticas de ensino. Muitos apontam a falta de recursos, a fraca conectividade e o trabalho envolvido na preparação de recursos, como causa. Há, ainda aqueles que, por não dominarem completamente os processos, temem a sua aplicação. Assim, cada docente poderá usar os recursos digitais disponibilizados por outros professores e partilhar com a comunidade as dúvidas e receios de forma a sentir-se confortável. As aulas passaram a ser mais apelativas e motivantes para a aprendizagem dos educandos e mais estimulantes para professor.
Na comunidade educativa, os pais e encarregados de educação vão ser convidados a participar em sessões de formação para adquirirem literacia digital. O objetivo é fazerem parte de uma comunidade escolar digital. Adquirirem aptidões de comunicação com recurso às tecnologias e acederem e interagirem em plataformas de gestão e de ensino e aprendizagem.
A comunidade escolar poderá conhecer as atividades da escola, através das redes sociais, e inclusive participar em atividades nas escolas do Agrupamento.
O projeto pretende para os professores a apropriação de novas metodologias de ensino, utilização de novos meios tecnológicos, utilização de novas aplicações interativas no ambiente de gamificação. Pretende-se ainda que estas práticas, de ensino digital, perdurem no futuro.
Assim, pretendemos que os professores:
- procedam a mudanças nas práticas letivas, incorporando, cada vez mais, metodologias ativas, ensino híbrido e utilização de Apps;
- melhorem a comunicação entre pares, estimulando a colaboração e a partilha online;
- fomentem o sentimento de pertença a uma rede, de modo a sentirem-se mais confiantes e confortáveis no uso das novas metodologias e das tecnologias de ensino.
- aumentem a interdisciplinaridade no processo de ensino e aprendizagem.
Pretende-se que os alunos adquiram o domínio de ferramentas digitais e que as encarem como um objeto de trabalho e não apenas lúdico. Esta é uma competência muito necessária na atual vida em sociedade e no emprego futuro.
A diversificação de metodologias de ensino com recurso às tecnologias motiva os alunos no processo de ensino e aprendizagem. Torna os alunos mais autónomos, motivados e empreendedores. Ficam mais responsáveis e críticos na pesquisa e recolha criteriosa da informação.
Δημιουργώ
Guidelines
Nesta fase, foram criados espaços equipados com tecnologia, um em cada escola integradas no projeto. Na Escola Básica nº 2 de Pampilhosa, num espaço anexo à biblioteca, foi criado um espaço onde estão disponíveis, para acesso a qualquer elemento da comunidade escolar, computadores portáteis, uma impressora 3D, microscópios e lupas com ligação ao computador, e-readers e e-books, kits Arduíno e robots. Em duas salas de aula, foram instalados displays interativos.
Nas restantes escolas de primeiro ciclo foram instalados espaços, um por escola, na maioria dos casos na biblioteca. Estes estão equipados com computadores portáteis, lupas com ligação ao computador, e-readers e e-books, kits Arduíno e robots.
Inicialmente tínhamos previsto envolver 100 alunos e 15 professores. O projeto acabou por envolver cerca de 230 alunos de 13 turmas e 17 professores, 9 do primeiro ciclo e 9 dos segundo e terceiro ciclos.
Description
Quatro turmas do oitavo ano de escolaridade, na disciplina de Físico-Química no domínio do Som, construíram instrumentos musicais. Os alunos registaram todos os passos do processo em vídeo e fotografia, de seguida montaram um filme onde é possível ver a construção do instrumento e o som final que este produz. O objetivo é colocar o vídeo online, para que toda a comunidade escolar o posso ver e votar.
Em algumas turmas foi implementada uma aula, com o modelo híbrido, rotação por estações sobre orientação espacial. Utilizaram-se diversos processos para referenciar os pontos cardeais (posição do Sol, bússola, estrela polar), na orientação, localização e deslocação à superfície da Terra. Foi utilizado o site Stellarium web para a localização da estrela polar e visualização de vídeos como instruções de atividades. Foi ainda analisado um poema sobre a estrela que nos guia, numa perspetiva interdisciplinar. Para isto foram utilizados computadores adquiridos no projeto.
Nas turmas do 7.º ano de escolaridade foi feito um Domínio de Autonomia Curricular (DAC) entre as disciplinas de Ciências Naturais, Geografia e Português. Este DAC já estava planeado e beneficiou do material que chegou à escola pelo projeto LfE. Trata o tema “Desenvolvimento Sustentável e Educação Ambiental”. Começou com um Workshop: “Alterações Climáticas: as algas e o futuro”, dinamizada pelo Professor Doutor Leonel Pereira do Departamento de Ciências da Vida da Universidade de Coimbra, que se realizou no auditório da escola onde foram utilizadas lupas.
Foi feita uma saída de campo interdisciplinar (Ciências Naturais e Físico-Química) com os alunos das turmas dos sétimos anos, ao Rio de Cima, perto da escola, para observação da biodiversidade, controlo de qualidade da água e recolha de algas. As algas recolhidas foram analisadas, nas aulas de Ciências Naturais, usando as lupas e o microscópio digitais.
Na disciplina Oficina de Cidadania, os alunos realizaram um mural em suporte informático sobre a temática. Este mural foi mostrado à comunidade no dia 24 de novembro, Dia Nacional da Cultura Científica.
No primeiro ciclo as lupas digitais foram usadas numa perspetiva interdisciplinar que envolveu Estudo do Meio, TIC, Educação para a Cidadania. A atividade decorreu em três etapas.
Na primeira o objetivo era conhecer e saber utilizar o microscópio digital. Os alunos observaram o microscópio digital. Fizeram previsões respondendo às questões: Que objeto é este? Para que servirá? Fizeram um registo escrito e elaboraram um desenho de acordo com as suas previsões. De seguida, exploraram-no com a orientação da professora. Por fim, registaram as suas conclusões num cartaz.
Na segunda etapa os objetivos eram: conhecer e saber utilizar o microscópio digital e reconhecer a importância de lavar as mãos antes das refeições.
A atividade decorreu com a observação das mãos com o microscópio digital seguida de diálogo sobre o que observam; tirar uma fotografia a uma das mãos e guardaram-na numa pasta no computador. De seguida cada um dos alunos lavou bem as mãos, repetiram o processo de observação utilizando o microscópio digital e compararam com a fotografia anterior. Dialogaram sobre o que observam e registara as conclusões.
A terceira etapa, intitulada “Padrinhos – afilhados e madrinhas – afilhadas”., envolveu as disciplinas de TIC, Educação para a Cidadania. Agora pretendeu-se promover a integração dos alunos do primeiro ano nas atividades realizadas na escola e mobilizar as aprendizagens sobre a utilização do microscópio digital. Os alunos do 4.º ano orientam os seus afilhados(as), alunos do 1.º ano, na descoberta do microscópio digital.
Nas salas de aula onde estão instalados os displays interativos, estes são usados diariamente e em quase todas as disciplinas. Estão instalados numa sala de Ciências do segundo ciclo e noutra de Física e Química do terceiro ciclo. O sistema de projeção que tínhamos instalado antes datava de há 14 anos. A qualidade era tão má, que a maioria das vezes, para o utilizar, a sala tinha que estar completamente às escuras. A instalação dos displays foi recebida com grande entusiasmo.
Na disciplina de TIC foram realizadas atividades programação como os kits Arduino e os robôs adquiridos no projeto.
No dia Nacional da Cultura Científica ocorreu um peddy-paper que envolveu toda a comunidade educativa. Foi preparado em colaboração com os alunos do 8.º ano e destinou-se aos seus colegas de 7.º ano, familiares e assistentes operacionais. Foram usados para esta atividade os computadores portáteis adquiridos no âmbito do projeto LfE.
Os dois primeiros lugares do pódio ficaram duas equipas de alunos e o terceiro para uma equipa de mães. Os prémios foram medalhas impressas na impressora 3D adquirida no âmbito do projeto.
Foram distribuídos e-readers por todas as escolas do projeto e realizaram-se sessões para ensinar os alunos a utilizá-los.
Nas escolas do primeiro ciclo aconteceu um concurso de leitura utilizando os e-readers.
Na escola com segundo e terceiro ciclos, a Escola nº 2 de Pampilhosa, há alunos que já leem livros nos e-readers. Alguns, durante os intervalos deslocam-se à biblioteca para lerem.
Alguns do e-books instalados, adquiridos no projeto, fazem parte do plano nacional de leitura e algumas das obras de leitura obrigatória no 9.º ano também podem ser por aí acedidas.
Nas aulas de Físico-Química foram realizadas várias visitas virtuais, tais como por exemplo: à Estação Orbital Internacional, ao Observatório Europeu do Sul e a Marte.
Estas e outras visitas, estiveram disponíveis, na Escola nº 2 de Pampilhosa, no espaço anexo à biblioteca onde se encontra disponível a tecnologia adquirida no âmbito do projeto LfE e utilizando o equipamento aqui instalado.
Como a nossa escola sofre de grande carência de material informático, nomeadamente computadores, o espaço também é utilizado por professores, que não estando diretamente envolvidos no projeto, o utilizam para várias tarefas como por exemplo: corrigir trabalhos e testes, preparar reuniões e até realizar reuniões online.
A impressora 3D foi usada para imprimir prémios (foguetão e medalhas) oferecidos aos alunos em concursos realizados na escola.
Com o objetivo de mostrar os trabalhos realizados nas turmas e nas disciplinas que participaram no projeto, foi criado um moral em Padlet. Os alunos aí colocaram os seus trabalhos e os colegas comentaram, por vezes de forma muito pertinente.
https://padlet.com/lfe05_/o-universo-1b62gxnnwrrsprea
No âmbito do projeto LfE, os professores participaram numa ação de formação dinamizada pelo Centro de Formação do NUCLIO: Oficina Professores e alunos séc. XXI. Integrada nesta ação desenhados e desenvolvidos dois projetos, um para o 1º. Clico e um outro para o 3º. Ciclo na metodologia Design Thinking.
Projeto do 1º ciclo: Alimentação saudável e sustentável
Projeto 3º ciclo: O Universo
Foi criada uma equipa, na aplicação Teams, que possibilitou a comunicação e a colaboração entre os elementos, quer através do chat pela partilha de materiais.
Dentro do separador “ficheiros” foram criadas pastas por ano e por disciplina, onde os professores partilharam os materiais por si criado/adaptado. Foram também partilhadas dinâmicas/planificações e os respetivos materiais de metodologias ativas (aula invertida, rotação por estações, …).
Foram criados e-mails institucionais para todos os computadores portáteis, adquiridos no âmbito do projeto. Possibilitou-se assim ativar a licença do Office365, usar o software e fazer registos em plataformas e aplicações.
Um dos computadores portáteis do projeto tem sido, diariamente, utilizado por um aluno de baixa visão. É possível desta forma, este aluno acompanhar as atividades de sala de aula das diferentes disciplinas numa perspetiva de integração. Não existia na escola um outro computador ou equipamento disponível para lhe ser atribuído.
Os computadores adquiridos no projeto, permitiram também colmatar as necessidades de equipamento informático e tornar possível a avaliação online. Sempre que necessário, são utilizados nas salas de aula, nas atividades aí desenvolvida.
Alguns dos professores enfrentaram alguma dificuldade sobretudo na utilização dos displays interativos, isto porque, como o projetor tradicional foi retirado, tiveram mesmo que o utilizar. Foi inicialmente explicado o funcionamento aos professores que os iriam utilizar e a uma funcionária que dá apoio técnico a nível informático. Ao longo das utilizações os alunos também foram contribuindo para a exploração das potencialidades e conforto dos professores ajudando com indicações. Depois de dominarem a sua utilização, os professores dizem gostar muito e até lhes ser difícil dar aulas em salas onde não existem.
A utilização dos computadores portáteis em sala de aula tornou possível atingir um rácio de três alunos por computador.
Também o uso da impressora 3D foi um desafio para os professores que integram o projeto, uma vez que nenhum de nós tinha alguma vez trabalhado com semelhante equipamento. Um dos elementos já fazia modelação 3D, mas nunca tinha passado à fase da impressão/materialização. Fizemos autoformação, vendo webinars (o primeiro dos quais o promovido pela equipa do projeto LfE) e procurámos ajuda junto de um dos elementos que dinamiza as atividades de enriquecimento curricular no 1.º Ciclo, que está familiarizado com estes equipamentos. Realizou uma sessão prática a que algumas de nós assistimos.
Os alunos estão sempre dispostos a utilizar a tecnologia para a realização de trabalhos e de avaliação, aderindo de imediato aos desafios colocados. Já não se limitam a aplicações e plataformas mais comuns. Quando têm um projeto em mãos procuram a melhor aplicação para o realizar e, mesmo que não estejam familiarizados com ela, exploram-na, foi, por exemplo, o caso do Geneally.
Muitos passaram a trabalhar online, deixaram de transferir os trabalhos para o computador e partilhar enviando-os aos colegas por e-mail. Perceberam as vantagens de trabalhar numa plataforma com documentos partilhados, em ambientes de trabalho colaborativo, e usar as nuvens.
Manifestaram grande entusiasmo no uso das tecnologias disponibilizadas por este projeto, chegando mesmo a verbalizar que a carga horaria, das disciplinas que participaram, era insuficiente.
Foram sempre acompanhando, de forma voluntária, a chegada do material à escola. Fazem sempre perguntas sobre o que é e como funciona. Mostraram-se especialmente interessados pelos robôs e pela impressora 3D. Sempre que a impressora está a trabalhar eles aparecem e querem saber como se fazem os modelos e como funciona. Alguns, mesmo alunos que não participaram no projeto, já têm uma coleção de modelos 3D que pretendem imprimir.
Foram avaliados todos os trabalhos produzidos pelos alunos no âmbito do projeto e foi feita avaliação formativa e sumativa dos conhecimentos adquiridos. A avaliação dos trabalhos produzidos teve em conta critérios de competências como: demonstra competências sociais, organização da informação, criatividade, rigor científico, apresentação e estrutura global do trabalho. Foram utilizadas grelhas de observação.
A avaliação de conhecimentos foi feita de forma formal, utilizando questionários online e em papel. A avaliação de competências obteve valores muito elevados. No domínio dos conhecimentos os alunos também demonstraram um muito bom desempenho. Foram muito poucos aqueles que não obtiveram sucesso elevado.
O projeto previa a capacitação de pais e encarregados de educação do Agrupamento de Escolas da Mealhada, para que fossem capazes de comunicar com a escola e de utilizar as plataformas em uso no
Agrupamento. A associação de pais e encarregados de educação, conjuntamente com alguns elementos da equipa PADDE, promoveram formação para encarregados de educação. Depois de inquiridos, houve 81 encarregados de educação, sobretudo de alunos em início de ciclo, que se mostraram interessados, destes 35 compareceram na formação. A maioria avaliou a formação como muito satisfatória numa escala Likert de 1 a 5. A maioria pretende continuar a frequentar esta formação sobre segurança e cidadania digital e plataforma Teams.
A Câmara Municipal da Mealhada promove Atividades de Enriquecimento Curricular (AEC) no 1.º Ciclo, uma delas no âmbito da programação e robótica, nos 3.º e 4.º anos. Nestas atividades são utilizados equipamentos adquiridos com o financiamento deste projeto, o que se torna uma mais-valia para se concretizar os objetivos definidos na planificação desta AEC.